Recorrendo à velha política do toma lá dá cá e à repressão de lideranças populares o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, conseguiram aprovar quarta-feira (10) a perversa reforma da Previdência, que promete subtrair em torno de R$ 1 trilhão do bolso de trabalhadores e trabalhadoras para garantir a continuidade do pagamento dos juros da dívida pública a banqueiros e rentistas.

Isto ainda não significa o fim desta história. Além da votação dos destaques e de um segundo turno na Câmara, o projeto ainda vai ser apreciado e votado no Senado, que na opinião do senador Paulo Paim (PT/RS) não deve se comportar apenas como uma “Casa de carimbo”, subscrevendo as decisões dos deputados. Seja como for, o fato é que a fatura não está liquidada e a luta continua.

Canto de sereia

As classes dominantes entoam em uníssono o canto de sereia da reforma. A mídia burguesa, monopolizada por um pequeno grupo de famílias riquíssimas lideradas pela Globo, reproduz diuturnamente o pensamento único segundo o qual sem reforma o país quebra e os males que dilaceram o país, a começar pelo desemprego em massa, não terão cura. Não há espaço para o contraditório, a controvérsia, a polêmica, o debate.

A voz do mercado (leia-se: empresários, sobretudo do setor financeiro) soa forte a favor da reforma, invade todos os veículos e fala alto entre os congressistas. O governo, por seu turno, em contraste com o falso discurso pratica a nova velha política com invulgar desfazatez. Ao longo dos três últimos dias já liberou R$ 2,5 bilhões para os parlamentares em emendas, comprando lealdades e votos contra a classe trabalhadora sem se preocupar com os impactos fiscais da gastança.

É falso o discurso que apresenta a cruel reforma como um ataque a privilégios e desigualdades. 91% da economia pretendida será subtraída dos que dependem de assistência social e daqueles que estão no RGPS (Regime Geral de Previdência Social), onde o teto é pouco superior a R$ 5 mil e a grande maioria ganha até dois salários mínimos. Não há privilégios. Estes existem (e não são tocados) no meio empresarial e nos círculos da alta classe média brasileira.

Aumento da desigualdade

Na verdade a reforma reduz o valor dos benefícios e aumenta o tempo em que o trabalhador deve labutar no curso da vida antes de se aposentar, inclusive ao fixar a idade mínima de 65 anos para homens e 60 para mulheres, com tempo mínimo de contribuição de 20 e 15 anos, respectivamente, o que vai fechar as portas do sistema de aposentadoria para milhões de brasileiros pobres. Além disto, o valor do benefício para quem cumpre o tempo mínimo é de apenas 60%, sendo que para alcançar 100%, ou o valor integral, serão precisos 40 anos de contribuição uma virtual impossibilidade dada a elevada rotatividade do mercado de trabalho.

A versão alardeada pelo governo, e pela mídia hegemônica, também neste ponto é uma inversão da realidade, uma farsa. Conforme denunciou o célebre economista Thomas Piketty (autor de “O capital no século 21”) a reforma aprovada na Câmara vai aumentar as desigualdades sociais. Ele escreveu artigo sobre o tema em parceria com Marc Morgan e Amory Gethin, pesquisadores do World Inequality Lab da PSE, e Pedro Paulo Zahluth Bastos, professor do IE-Unicamp e pesquisador do Cecon-Unicamp, onde observam:

“Os cidadãos que só conseguem se aposentar hoje por idade são trabalhadores precários que estão longe de alcançar o tempo de contribuição exigido nas novas regras: 56,6% dos homens e 74,82% das mulheres não alcançam. Em média os homens só conseguem contribuir 5,1 vezes por ano, e as mulheres 4,7 vezes, segundo estudo de Denise Gentil (UFRJ) e Claudio Puty (UFPA) para a Anfip.”

Estes simplesmente não terão mais acesso ao “privilégio” da aposentadoria.

Efeitos recessivos

Outra mentira alardeada para dourar a pílula da cruel reforma é a de que será o remédio milagroso que vai retirar a economia da estaganação, despertar a fada dos investimentos privados e promover crescimento da produção e do emprego. É bom recordar que promessas idênticas acompanharam a tramitação da reforma trabalhista, que segundo o governo Temer geraria pelo menos 6 milhões de novos postos de trabalho, bem como da PEC que congelou os gastos públicos primários. Ocorreu o contrário, tal como previam os críticos, invizibilizados pela mídia hegemônica.

É público e notório que o efeito concreto da reforma será o empobrecimento ainda maior da população trabalhadora, o que terá por consequência a redução do consumo das massas, o enfraquecimento do mercado interno. É mais lenha na fogueira da recessão, como alertou o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), em nota técnica publicada nesta semana.

É mais um duro golpe que se quer perpetrar contra a classe trabalhadora. Mas o jogo não acabou. As centrais prometem continuar resistindo, em aliança com os movimentos sociais e os partidos e parlamentares comprometidos com o povo brasileiro, enfrentando o desafio de continuar remando contra a maré da mídia burguesa e do aparato governamental para despertar a consciência da classe trabalhadora brasileira e mobilizá-la para a luta contra o retrocesso.

Umberto Martins

 

Portal CTB

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Na última sexta-feira (05/07), sob a coordenação do Procurador do Ministério Público do Trabalho, Dr. José Marcos, as entidades filiadas à Fitrae-BC, Sinpro Goiás, Sinpror, Sinteea, Sinteerv participaram de mais uma mesa de negociação com o Semesg, organização que representa os patrões do Ensino Superior de Goiás, para uma conciliação no difícil processo negocial pelo reajustamento salarial e a renovação da Convenção Coletiva de professores e técnico-administrativos que trabalham em Instituições de Ensino Superior em nosso estado no ano de 2019.

Tomaram parte também à mesa de negociação, a Apuc e o Sinaae. A diretoria da Fitrae-BC sinaliza avanços nas negociações que devem continuar na próxima segunda-feira (08/07). A Fitrae-BC segue firme na luta em defesa dos direitos da categoria dos professores!

 

Sinpro Goiás

 

 

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Para ajudar na luta contra reforma da Previdência de Bolsonaro, trabalhadores que querem se aposentar podem usar o “napressão” para pedir aos parlamentares que votem contra o fim da aposentadoria

“Querem o fim da sua aposentadoria” é o nome da nova campanha do napressão, ferramenta de mobilização via internet que permite enviar e-mails, contatar pelas redes sociais ou diretamente pelo número de telefone do Whatsapp dos 513 deputados e deputadas que vão decidir sobre o futuro da aposentadoria da classe trabalhadora.

O objetivo desta campanha é pressionar principalmente os parlamentares que ainda não manifestaram seu voto e os que declararam voto contra os trabalhadores. Os mais de 100 deputados e deputadas que ainda estão indecisos poderão salvar a aposentadoria de milhares de trabalhadores, ou não.

“Precisamos pressionar os parlamentares para que o direito a aposentadoria prevaleça no Brasil. Convencer um indeciso a votar com os trabalhadores ou convencer um deputado que ia votar contra os trabalhadores a votar favorável será fundamental nos próximos dias. A ferramenta na pressão é simples e direta e a pessoa pode escolher qualquer rede social para pressionar o deputado ou a deputada”, afirma o secretário Nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa.

Como pressionar

Para pressionar, entre no site napressao.org.br e entre na campanha “Querem o fim da sua aposentadoria” e clique em pressionar.

Na coluna da esquerda, estão os mais de 260 deputados que são favoráveis em acabar com a aposentadoria. Na coluna da direita , na cor verde, estão os parlamentares que são a favor da sua aposentadoria.Em laranja, na lista central, estão os indecisos.

Ao escolher um dos parlamentares para pressionar você tem acesso a todas as informações sobre ele e pode escolher através dos ícones abaixo da foto o jeito que prefere pressionar, pelo Whatsapp, Facebook, Twitter ou e-mail.

Ao clicar no compartilhar, você convida sua rede para também fazer pressão contra a reforma da Previdência.

Além disso, no napressão o trabalhador ou a trabalhadora pode baixar o card de divulgação para redes sociais e também compartilhá-los nos grupos de famílias e amigos.

 Entenda porque a reforma da Previdência é nefasta à classe trabalhadora

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) da reforma da Previdência deve ser colocada em votação no Plenário da Câmara na próxima semana, de acordo com o calendário divulgado pelo Presidente da Casa, César Maia (DEM/RJ), após o texto do relator Samuel Moreira (PSDB/SP) ter sido aprovado por 32 votos a 13 na Comissão que analisava a PEC.

O texto do relator acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição – que hoje é de 30 anos para a mulher e 35 para os homens. Impõe uma idade mínima de 62 (mulheres) e 65 (homens) e a obrigatoriedade de 40 anos de contribuição para quem quiser se aposentar com o salário integral.

A proposta do governo de Jair Bolsonaro também diminui o valor do benefício.  Hoje com 15 anos de contribuição, homens e mulheres se aposentam com 85% das 80% maiores contribuições, excluindo as 20% menores. Com a reforma, esse valor passa a ser de apenas 60% com 20 anos de contribuição dos homens e 15 anos das mulheres.  Ambos os sexos já saem perdendo 25% do benefício. A diferença é que no texto do relator, os homens, além de perderem esse percentual, vão ter de trabalhador mais cinco anos, pois somente com 20 anos de contribuição poderão pleitear a aposentadoria.

Além disso, as viúvas e viúvos só receberão 60% do valor da pensão, mais 10% por dependente. Caso a pensão fique abaixo do salário mínimo, só terão direito aos R$998,00 se não tiverem nenhuma outra fonte de renda. Caso contrário, poderão receber uma pensão menor do que o valor do mínimo.

 

Portal da CUT

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NOTA CONJUNTA

Combater o trabalho infantil é meta prioritária do Estado brasileiro, compromisso assumido não apenas perante o conjunto de seus cidadãos, mas também perante a comunidade internacional. Esse compromisso se estabeleceu desde 1988, com a Constituição Federal, que proibiu o trabalho de crianças e adolescentes e garantiu a eles proteção integral, absoluta e prioritária (artigos 7º, XXXIII e 227 do Texto Constitucional). No mesmo sentido, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e do Adolescente e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ainda no plano internacional e no âmbito laboral, surgem as Convenções 138 e 182 da OIT, que proíbem o trabalho infantil e alertam para seus diversos malefícios, tendo sido tais instrumentos ratificados pelo Brasil, compondo, assim, seu ordenamento jurídico interno.

magem retirada do site do MPT

A proteção da infância contra o trabalho infantil não é um compromisso aleatório, sem motivações. Estudos e estatísticas diversos demonstram o quão nocivo o trabalho infantil é para a infância e para a adolescência. Entre outros prejuízos, é inegável que: provoca acidentes e adoecimentos, não raras vezes com mutilações e mortes; leva a baixo rendimento e consequente evasão escolar; colabora para a perda da autoestima; afasta a criança do lazer, da brincadeira e do descanso; provoca inversão de papéis com consequências diversas, como uso de drogas, alcoolismo, gravidez precoce e violência; rouba oportunidades; em suma, macula e mata a infância.

Todo ambiente de trabalho, por mais singelo que seja, apresenta diferentes e importantes graus de risco à saúde psicológica e física do trabalhador. Estes riscos são ainda mais pungentes quando se trata de crianças e adolescentes, sujeitos cuja compleição física e psicológica encontra-se em formação. Essa condição precisa ser respeitada, sob pena de sofrerem, por vezes para toda a vida, as consequências gravíssimas decorrentes da exposição precoce ao trabalho. Ainda, a psicologia é uníssona em afirmar que a criança precisa vivenciar a infância plenamente para que se constitua como um adulto saudável, com todas as suas potencialidades desenvolvidas. O trabalho precoce, seja o proibido ou quando desprotegido, indubitavelmente afasta a criança e o adolescente dessa vivência plena.

O fato de haver exemplos de pessoas que foram submetidas a tais práticas sem que consequências diretas ou perceptíveis se apresentem, não elimina a constatação empírica, fática, de que o trabalho antes da idade permitida traz prejuízos de diversas naturezas, não podendo o trabalho nessas condições, em nenhuma medida, ser naturalizado, tolerado ou estimulado.

A comunidade internacional ressoa essas constatações, tanto que o recente acordo firmado entre União Europeia e Mercosul prevê, expressamente, o compromisso de combate ao trabalho infantil. Ainda, a exploração constatada de mão-de-obra infantil afasta o consumidor consciente, que cada vez mais dita as regras tanto no mercado de consumo interno como externo.

Por todas as razões expostas, as instituições abaixo firmadas repudiam quaisquer afirmações que contrariem o intenso trabalho feito pelo Estado brasileiro e suas diversas instituições para proteger a infância contra o trabalho infantil. Pugnam, ainda, por mais abrangente reflexão a respeito do problema, que leve em conta a proteção integral e prioritária garantida a todas as crianças e os adolescentes brasileiros, considerando o seu absoluto direito de serem plenamente respeitados nessa condição especial que ostentam.

Brasília, 5 de julho de 2019.

Ronaldo Curado Fleury
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO – MPT

Felipe Santa Cruz
CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL

Angelo Fabiano Farias da Costa
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO – ANPT

Alessandra Camarano Martins
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ADVOGADOS TRABALHISTAS – ABRAT

Isa de Oliveira
FORUM NACIONAL DE PREVENÇÃO E ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL – FNPETI

 

FNPETI

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 71/95, de autoria do ex-deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que proíbe a fixação de qualquer contribuição compulsória dos não filiados à associação, sindicato ou entidade sindical foi distribuída, na terça-feira (2), na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A matéria via ser relatada pelo deputado Gilson Marques (Novo-SC).

A proposta, em tramitação há 24 anos na Câmara dos Deputados, altera o dispositivo do inciso IV do artigo 8º da Constituição para vedar a cobrança da contribuição sindical de trabalhadores não sindicalizados. Estão anexadas à PEC 71, as seguintes propostas: PEC 102/95; 247/00; 252/00; 305/13; 179/15; e 277/16.

Perfil do relator
Deputado, 1º mandato, catarinense. Foi eleito com 27.443 votos. É advogado e empresário. Compõe a bancada empresarial. É vice-líder da legenda na Casa.

Tramitação
Depois de ser examinada pela Comissão de Constituição e Justiça, que aprecia apenas a constitucionalidade do texto, vai ser debatida em comissão especial (mérito).

 

DIAP

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A atividade foi resultado de uma articulação de diferentes frentes que sentiram a necessidade de se unir contra os ataques sofridos pelo atual governo

Da Página do MST 

Na noite desta segunda-feira (1), representantes de entidades de proteção à criança e ao adolescente, de movimentos populares, partidos políticos e da sociedade civil reuniram-se no Centro Cultural Maria Antônia.

O local, palco da “batalha da Maria Antônia” na década de 60, foi escolhido não à toa para sediar o Ato em Defesa dos Direitos da Infância e da Adolescência.

O ato foi resultado de uma articulação de diferentes frentes que sentiram a necessidade de se unir contra os ataques sofridos pelo atual governo de Jair Bolsonaro (PSL).

João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST, lembrou os ataques ao 1° Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha e reforçou a importância da unidade em um período de grandes ataques à educação.

“Esse ato foi construído para trazer o tema da infância e da adolescência para o centro do debate, diante desse processo coletivo, nós nos reunimos aqui para além de lançar esse manifesto, reafirmar o processo de articulação pela educação e também de solidariedade aos nossos companheiros e companheiras que estão sofrendo retaliação dentro de órgãos de que deveriam lutar em prol direitos de nossas nossas crianças e adolescentes”, afirmou.

João Paulo Rodrigues, da direção nacional do MST. Foto: Yuri Simeon

Na mesma linha a doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), Lisete Arelaro, falou sobre a importância de lutar por uma educação humanista, pública e de qualidade frente

“Estamos vivendo um momento muito crítico. Parte dos brasileiros elegeu um capitão e um general, diante disso, os nossos processos democráticos – como temos visto recentemente -, correm muito perigo. Além disso, precisamos lutar contra todo o processo mercantilista e reacionário pelo qual passa a educação, por isso, a importância dessa articulação”, disse.

Lisete Arelaro, doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP). Foto: Yuri Simeon

Já Daniel Cara, coordenador da Campanha Pelo Direito à Educação, chamou atenção para a importância da articulação de movimentos de diferentes frentes na luta pela educação.

Temos um enorme desafio que está posto aqui nessa sala, na luta individual de cada um de nós, seja na defesa das crianças Sem Terrinha, dos meninos e meninas negros, pobres e periféricos, dos índios, quilombolas e de todos aqueles e aquelas que estão tendo seus direitos ameaçados.

O ato seguiu com diversas falas de apoio, dentre elas, dos Sem Terrinha Inaiá e Ariel, que representaram todas as crianças Sem Terra durante a atividade.

No manifesto divulgado ontem os movimentos participantes reiteram a disposição de luta e articulação contra co cortes e o desmantelamento da educação pública no país e reafirmam o cuidado e a disposição de luta pela infância e pela adolescência.

Os Sem Terrinha Inaiá e Ariel. Foto: Yuri Simeon

Confira abaixo o manifesto na íntegra: 
MANIFESTO EM DEFESA DOS DIREITOS DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA

Quero a utopia, quero tudo e mais…
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver! (Coração Civil – Milton Nascimento)

Neste momento de avanço do capitalismo e das forças conservadoras e reacionárias sobre os direitos sociais conquistados através da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras, o projeto político e econômico das elites brasileiras aprofunda e escancara as desigualdades sociais, que, desde a colonização, foram sustentadas pelo racismo, machismo e pela exploração.

As propostas do governo apresentadas ao Congresso Nacional, respaldadas no golpe de 2016 e na Emenda Constitucional nº 95, que congelou os gastos por 20 anos com políticas de educação, saúde e assistência social expressam a determinação deste governo em destruir direitos históricos inscritos na Constituição Federal de 1988.

Através da Reforma da Previdência e Seguridade Social, da Reforma do Ensino Médio, da reformulação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e dos cortes no financiamento da educação está em curso um processo de privatização da educação no Brasil. Estes são apenas alguns exemplos de nossa história recente, que afetam diretamente os cotidianos da infância e da adolescência brasileira, e colocam em xeque o futuro de crianças e adolescentes negros, pobres, do campo e das periferias das cidades.

Os Conselhos de participação social tem sido duramente atacados e esvaziados. Além disso, há um ataque frontal ao ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), questionado em artigos que atingem diretamente as crianças mais pobres, em medidas de redução da maioridade penal e de apreensão de crianças em situação de rua, mesmo que não haja suspeita de delito praticado.

Ao lado das propostas de destruição das políticas públicas, encontram-se a criminalização da docência, dos movimentos sociais e populares, da atuação sindical e de entidades não governamentais ou qualquer tendência política associada à defesa de Direitos Humanos.

Trata-se de uma articulação ideológica contra o conhecimento científico, a formação crítica e integral dos sujeitos, bem como da participação popular nos rumos da sociedade, baseadas nas propostas do Programa Escola “Sem” Partido e de movimentos “anti-gênero” e contrários à diversidade sexual.

Crianças e adolescentes têm seus direitos violados pelo Estado e pela mídia, em função de sua identidade e participação enquanto sujeitos de um movimento popular que luta pela Reforma Agrária, como foi o caso das crianças Sem Terrinha, recentemente; ou das periferias das cidades, que também sofrem as consequências da destruição da educação pública, as políticas públicas assistenciais e culturais, além do genocídio da população negra e pobre realizado por grupos de extermínio.

Por isso, conclamamos ao povo brasileiro a permanecer construindo e fortalecendo a luta unitária em defesa da educação pública e de acesso às políticas públicas assistenciais e culturais, contra o genocídio negro e as diversas formas de violência promovidas pelo Estado para com crianças, adolescentes do campo, florestas e nas cidades e suas famílias. Pela construção de uma sociedade brasileira justa, igualitária, livre e democrática, em que a infância e a adolescência tenham o seu lugar assegurado e valorizado 

São Paulo, 1 de julho de 2019.

 

MST

 

 

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Ao empatar com o alemão Miroslav Klose no número de gols marcados em Copas do Mundo, Marta lançou a campanha #GoEqual, que chama a atenção para a imensa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e em diversas áreas. O texto da campanha diz: “Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pela qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais”.

No jogo seguinte, ao ultrapassar Klose e se tornar, sozinha, a maior goleadora em Copas do Mundo, entre homens e mulheres, Marta dedicou o feito a todas as mulheres. “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta que quebrou um recorde, mas as mulheres. Em um esporte que, para muitos, ainda é um esporte masculino, nós temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. Então é para todas elas.”

A jogadora de futebol brasileira Marta. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Maior goleadora na história das Copas do Mundo femininas e masculinas e única jogadora, entre homens e mulheres, a marcar gols em cinco Copas do Mundo; única jogadora ou jogador seis vezes eleita pela FIFA como melhor do mundo; única jogadora, entre tantos jogadores, a ter os pés eternizados na calçada da fama no Maracanã; maior goleadora pela Seleção Brasileira, entre homens e mulheres, e detentora de duas medalhas de prata olímpicas.

Brasileira, nordestina do interior do estado de Alagoas, criada em uma família pobre pela mãe e sem a presença do pai – realidade de 11,6 milhões de lares brasileiros –, ela enfrentou e enfrenta diversos preconceitos pelo simples fato de ser uma mulher. Após superar inúmeras barreiras e com outras tantas pela frente, se tornou mundialmente conhecida não apenas por seu talento no futebol, como também por lutar pela igualdade de gênero no esporte e na sociedade.

“Marta é um exemplo de superação de uma série de obstáculos, que parcela expressiva das mulheres brasileiras se depara no caminho dos seus sonhos. A maneira como esses obstáculos foram removidos por Marta é não somente fonte de inspiração para meninas e mulheres no esporte, mas fonte de inspiração e ação para que todas as pessoas podem colaborar para que meninas e mulheres sigam suas trajetórias com menos obstáculos para o alcance dos seus sonhos”, afirma a representante interina da ONU Mulheres Brasil, Ana Carolina Querino.

Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Ao empatar com o alemão Miroslav Klose no número de gols marcados em Copas do Mundo, Marta lançou a campanha #GoEqual, que chama a atenção para a imensa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e em diversas áreas. O texto da campanha diz: “Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pela qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais”.

No jogo seguinte, ao ultrapassar Klose e se tornar, sozinha, a maior goleadora em Copas do Mundo, entre homens e mulheres, Marta dedicou o feito a todas as mulheres. “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta que quebrou um recorde, mas as mulheres. Em um esporte que, para muitos, ainda é um esporte masculino, nós temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. Então é para todas elas.”

Marta tem como compromisso lutar para garantir que mulheres e meninas em todo o mundo tenham as mesmas oportunidades que homens e meninos têm para realizar seu potencial. “E eu sei, da minha experiência de vida, que o esporte é uma ferramenta fantástica para o empoderamento”, diz. Ela explica por que: “por meio do esporte, as mulheres e meninas podem desafiar as normas sociais e estereótipos de gênero, aumentar sua autoestima, desenvolver habilidades de liderança, melhorar sua saúde. O esporte me deu oportunidade de ajudar minha família, conhecer outras pessoas, visitar outros países, experimentar outras culturas e respeitar as diferenças”.

Marta diz que sua história pessoal é a maior inspiração que pode oferecer para que meninas e mulheres lutem por seus sonhos e objetivos, não apenas no esporte, mas em qualquer outra profissão e na vida, de modo geral. A elas, seu recado é sempre de motivação: “acredite em você mesma e confie no seu potencial, porque, se você não acreditar, ninguém mais vai. Você pode fazer tudo o que você quiser, se você acreditar e continuar treinando e lutando”.

Para a torcida, ela pede apoio: “Nossas e nossos fãs são muito importantes, porque, quando temos o público do nosso lado, temos muito mais chances de sermos bem-sucedidas. Quando estamos no jogo, vemos as arquibancadas lotadas e nos damos conta de que aquelas pessoas vieram nos ver, isso nos dá motivação”.

Marta também chama a atenção dos veículos de mídia para a grande diferença que podem fazer para a valorização das meninas e mulheres no esporte. E às empresas e instituições esportivas, Marta demanda ações concretas: “é preciso criar oportunidades para que a nova geração de meninas não tenha que passar pelos mesmos desafios que eu passei. Eu não quero ser uma exceção”.

Quer se inspirar ainda mais com a nossa embaixadora? Assista, abaixo, a todos os vídeos que a ONU Mulheres já produziu com ela:

ASSISTA O VIDEO AQUI

 

Nações Unidas

 

 

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As centrais sindicais divulgaram nesta segunda-feira a seguinte nota sobre o arquivamento da Medida Provisória 873, baixada por Jair Bolsonaro com o propósito de sufocar financeiramente o movimento sindical:

As centrais sindicais comemoram a vitória com o arquivamento da nefasta Medida Provisória 873, que tem como principal objetivo enfraquecer e destruir o movimento sindical.

Vale ressaltar que a MP 873 quer asfixiar os sindicatos economicamente, ferindo, inclusive, acordos internacionais assinados pelo Brasil que garantem o respeito à autonomia e a liberdade sindical colocando em risco a existência das entidades de classe e enfraquecendo a luta dos trabalhadores por melhores salários e condições dignas de trabalho.

A articulação e a luta das entidades sindicais, juntamente com os parlamentares, comprometidos com os interesses da classe trabalhadora, foram fundamentais e determinantes para que a MP 873 não conseguisse o apoio necessário, perdendo, assim, a validade nesta sexta-feira (28 de junho).

É importante ressaltar que todos os trabalhadores que se beneficiam de convenções coletivas negociadas pelos sindicatos devem contribuir para que a entidade que os representa continue estruturada para atuar não só para conquistar direitos, mas para garantir a manutenção dos direitos conquistados ao longo de anos de luta.

 

Portal CTB

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Dirigentes das centrais sindicais estiveram reunidos nesta sexta-feira (28) em São Paulo para debater e avaliar o encaminhamento da luta contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Na ocasião, os sindicalistas confirmaram apoio aos atos convocados pela UNE (12/7) e pela CNTE (13/8) em defesa da educação e contra a reforma da Previdência, bem como a Marcha das Margaridas, que as trabalhadoras rurais realizarão também no dia 13 de agosto.

Também comemoram o arquivamento da nefasta Medida Provisória 873, que estabelece novos obstáculos à arrecadação de recursos pelos sindicatos e tem como principal objetivo enfraquecer e destruir o movimento sindical.

A MP 873 quer asfixiar os sindicatos economicamente, violando acordos internacionais assinados pelo Brasil que garantem o respeito à autonomia e a liberdade sindical colocando em risco a existência das entidades de classe e enfraquecendo a luta dos trabalhadores por melhores salários e condições dignas de trabalho.

A articulação e a luta das entidades sindicais, juntamente com os parlamentares, comprometidos com os interesses da classe trabalhadora, foram fundamentais e determinantes para que a MP 873 não conseguisse o apoio necessário no Parlamento e perdesse a validade nesta sexta-feira (28 de junho).

Pela CTB participam Wagner Gomes, secretário geral, Sérgio de Miranda, secretário de Finanças, Nivaldo Santana, secretário de política internacional, Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de comunicação e Carlos Rogério.

A nota das centrais

Leia abaixo a nota das centrais sindicais:

As Centrais Sindicais, reunidas em São Paulo no dia 28 de junho em São Paulo, avaliaram os resultados do importante trabalho feito pelos sindicalistas com os parlamentares dos Partidos da Minoria e Partidos do Centro na Câmara dos Deputados, debatendo o conteúdo da Reforma da Previdência e o processo legislativo de votação. Neste processo, as entidades reafirmaram o posicionamento contrário e crítico ao relatório substitutivo do Deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

As centrais alertam que os trabalhadores e as trabalhadoras devem se manter permanentemente vigilantes e as entidades destacam a importância de reforçar a atuação junto ao Congresso Nacional, visando tratar das questões e do conteúdo dessa nefasta reforma.

Neste sentido, as Centrais Sindicais conclamam os trabalhadores e as trabalhadoras para o máximo esforço na atuação junto às bases dos deputados e senadores.

Nesta reunião, o Fórum dos Trabalhadores do Setor Público de São Paulo entregou às centrais os abaixo-assinados com milhares de assinaturas.

No encontro se registrou o ataque que o Sindicato dos Metroviários de São Paulo vem recebendo da empresa e as demissões de trabalhadores metroviários, que receberam a solidariedade das Centrais Sindicais.

Os sindicalistas também manifestaram repúdio pelas práticas antissindicais observadas em outras unidades do país e em outros locais do Estado e por isso as centrais vão solicitar uma audiência com o governador de São Paulo para um diálogo, no sentido de garantir o direito de organização e manifestação.

Os próximos passos unitários das centrais serão os seguintes:

* Julho será o mês para intensificar, todos os dias, nos locais de trabalho, nas praças e locais públicos, a coleta de assinaturas no abaixo-assinado contra o fim da aposentadoria – prazo para conclusão da coleta de assinaturas – 04 de agosto. (Solicitamos que todos organizem atividades conjuntas de coleta das assinaturas).

* Prazo para a entrega dos abaixo-assinados na sede nacional da sua Central Sindical – 08 de agosto.

* Entrega do abaixo-assinado das centrais no Congresso Nacional – 13 de agosto, em Brasília.

* Apoiar, valorizar e participar do Ato Nacional dos estudantes durante o Congresso da UNE, em Brasília, no dia 12 de julho, pela valorização da educação, incluindo a defesa da aposentadoria. No mesmo dia, a orientação é de que a classe trabalhadora se mobilize nos estados e nas cidades na coleta de assinaturas dos abaixo-assinados.

* Apoiar e participar da Marcha das Margaridas no dia 14 de agosto, também em Brasília.

* Apoiar e participar da luta dos professores, coordenada pela CNTE, no dia 13 de agosto.

Por fim:

* Devemos continuar em estado de mobilização permanente com assembleias nos locais de trabalho para influenciar nas mudanças deste projeto e evitar que pontos críticos sejam reintroduzidos no texto com objetivo de garantir uma aposentadoria digna para os trabalhadores e para as trabalhadoras.

*Próxima reunião das Centrais Sindicais: 16 de julho.

A nossa unidade cresce na luta e com a mobilização. Sigamos em frente!

 

Portal CTB

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O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 32.140 vagas formais em maio, o pior resultado para o mês desde 2016 (quando foram perdidas 72.615 vagas). O saldo líquido é resultado de 1.347.304 admissões e de 1.315.164 desligamentos. No ano, foram criados 351.063 postos de trabalho com carteira assinada e, em 12 meses 474.299. É o espelho de uma economia frágil, estagnada e condenada à meiocridade pela política econômica neoliberal imposta desde o golpe de 2016 e agora radicalizada pelo governo da extrema direita.

Os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia, refletem a deterioração da economia brasileira, que continua andando de lado. Nesta conjuntura adversa, os salários estão em franco declínio, para infortúnio dos trabalhadores e deleite do patronato.

Os dados do Caged mostraram que o salário médio real de admissão no país foi de R$ 1.586,17 em maio, que representa uma queda real de 0,64% ante mesmo mês de 2018. A maior redução foi verificada nos setores da indústria da transformação e construção civil, ambos com recuo de 2,5% em maio ante mesmo mês do ano passado.

Dos oito setores acompanhados, três fecharam vagas – comércio (-11.305), indústria da transformação (-6.136) e serviços industriais de utilidade pública (-415). É mais um sinal da desindustrialização da economia nacional

Foram criados 627 empregos no setor de extrativa mineral, 8.459 na construção civil, 2.533 em serviços, 1.004 na administração pública. A salvação da lavoura foi a agropecuária, que criou 37.373 vagas.

Umberto Martins

 

Portal CTB

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