Em reunião da direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com o vice-presidente, em Brasília, presidente da CUT diz que proposta do governo não pode retirar direitos da classe trabalhadora e que haverá luta

(Escrito por: Vanilda Oliveira)

Vagner Freitas disse ao vice-presidente Hamilton Mourão, nesta quinta-feira (07), que a CUT não aceitará uma reforma da Previdência que retire direitos da classe trabalhadora e que Central está mobilizada para lutar contra a proposta do governo. O texto oficial da reforma ainda não foi divulgado, mas declarações dos ministros divulgadas pela imprensa apontam uma mudança que prejudica os trabalhadores e trabalhadoras.

O presidente nacional da CUT conversou com Mourão, pessoalmente em Brasília, no bojo de reunião solicitada pela direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) para discutir geração de empregos e denunciar a pressão das montadoras Ford e GM, que têm plantas no ABC, sobre os trabalhadores.

Vagner Freitas e o Secretário-Geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, acompanharam o presidente do SMABC, Wagner Santana, na reunião. “Aproveitamos o ensejo para dizer  ao vice-presidente do País que essa reforma da Previdência que está sendo posta na mídia não tem a nossa concordância. Não vamos aceitar nenhuma proposta que retire nossos direitos”, disse.

“Os trabalhadores sabem que o nosso papel aqui é defender o emprego, a indústria brasileira de qualidade para que ela gere empregos de qualidade. Defendemos uma Previdência Social pública, para todos, que não se torne poupança de banqueiro”, afirmou o presidente da CUT, referindo-se ao sistema de capitalização que vem sendo colocado pelo governo como alternativa ao modelo vigente de aposentadoria.

Sindicatos fortes

Wagner Santana, presidente do SMABC, entregou carta ao vice da República (leia a íntegra aqui). “Nós elencamos os problemas e dissemos ao Mourão que o País tem de ter uma indústria forte que gere empregos, e empregos de qualidade. Temos de ter uma indústria que transforme, com novas tecnologias, e que, para isso, precisamos de incentivos, de um BNDES fortalecido, de um sistema de qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras que prepare para um Brasil competitivo”, disse o dirigente dos Metalúrgicos do ABC

Segundo Santana, “não dá para um país que, saiu da 6ª para a 9ª posição no ranking da economia indústria, caminhar para 10ª, 12ª posição”. “Isso tem que ser estancado e essa é uma questão que tem a ver diretamente com a geração de empregos”, afirmou.

O presidente da CUT destacou, mais uma vez, a importância de os sindicatos serem fortes e interlocutores da classe trabalhadora. “Porque não existe democracia sem sindicatos fortes. Não existe democracia sem que os trabalhadores tenham legislação que os protejam”.

Vagner Freitas informou ao vice-presidente que no dia 20 próximo será realizada Assembleia Nacional da Classe Trabalhador e o Dia nacional da Mobilização para construir alternativas de enfrentamento e de organização dos trabalhadores contra uma reforma da previdência que retire direitos.

 

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