“Educação após Auschwitz” é um texto que resulta de uma palestra feita por Theodor Adorno em 1965 e publicado em 1967. Trata-se da reflexão de um dos principais pensadores alemães sobre a contradição que a barbárie praticada pelos nazistas contra os prisioneiros dos campos de concentração representou diante dos pressupostos da civilização europeia.

Sob esse aspecto, é um ensaio carregado do paradoxo que a descoberta de Auschwitz significou ao longo de todo o pós-guerra. Afinal, como é que aquilo foi possível?

O texto, no entanto, é também um libelo de natureza filosófica pois remete ao questionamento da Educação que foi oferecida para uma sociedade que legitimou o holocausto.

A frase que abre o texto é, nesse sentido, definitiva: “A exigência que Auschwitz não se repita é a primeira de todas para a educação”, um pressuposto humanista radical que seria o paradigma que o nazi-fascismo negou, causa primeira dos corpos insepultos em Auschwitz.

O Brasil está mais perto disso do que se imagina. Há poucos dias, foi um ministro de Estado (acobertado pelo presidente da República) que erigiu como fundamento de sua política na área da cultura o pensamento de Goebbels. Como se vê, ler Adorno neste 27 de janeiro é um exercício de reflexão que compromete todos os professores com o futuro da sociedade que estão construindo com os estudantes.

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